terça-feira, 30 de outubro de 2007

Foi há 120 anos que nasceu o Pai da “Obra de Rua”



Texto: Célia Fernandes

A Casa Gaiato, em Paço de Sousa, celebrou na passada terça –feira os 120 anos do nascimento do Padre Américo. A data foi assinalada com a apresentação de uma maquete da escultura, autoria do pintor e escultor Luís Mendes, que vai figurar na entrada da instituição. O busto do pai Américo, segurando uma criança ao colo, é feita em granito, pedra amarela, e estará concluída dentro de cinco a seis semanas.
Padre Carlos Galamba, um dos responsáveis pela instituição, diz que esta data significa que o Padre Américo continua vivo na memória e no coração de muita gente. “ Um homem livre, sem medo, que tinha uma força suprema. Esta liberdade tinha uma particularidade, vinha de dentro para fora e não de fora para dentro, por isso as contrariedades e os obstáculos que vinha de fora não lhe entravam. Questionado sobre se há maus rapazes, Carlos Galamba responde que não há rapazes maus, a sociedade é que os torna maus. “ O vírus não está na juventude, mas sim na sociedade.
A cerimonia terminou com um jantar, oferecido pela casa autarquia penafidelense, na casa do Gaiato. O final do jantar culminou com um pequeno concerto produzido pelos gaiatos.

Historiador Penafidelense reedita livro

No salão nobre do Paços do Concelho foi feita a apresentação do livro “ Padre Américo – Vida e Obra”, da autoria do historiador Penafidelense José Coelho Ferreira.. A obra, agora dada à estampa, é um contributo para conhecer melhor a obra e o homem que um dia disse: “Não há rapazes maus” ou a “Caridade jamais se rebaixa por muito que se humilhe”. A obra publicada com textos resumidos começa com a sua o seu nascimento, a sua entrada no Colégio da Nossa Senhora do Carmo em Penafiel e em Santa Quitéria em Felgueiras, onde foi aluno, as deslocações que efectuou a África, nomeadamente a Moçambique, a ideia de ser padre e a entrada no Convento Franciscano em Tuy e no seminário de Coimbra. A primeira parte da obra termina com a sua ordenação. A segunda parte do livro fala na sopa dos pobres, nas casas do Gaiato, nas colónias de mar e vasculha o pensamento pedagógico, as viagens que efectuou ao Brasil, aos Açores, a +Africa e a sua última viagem à Madeira. Na última parte da obra deparamo-nos com o testamento do Padre Américo, o processo da sua canonização, as honras da sua terra, o centenário do seu nascimento e os 50 anos da sua morte. Esta é a terceira edição revista, ampliada e melhorada no texto e nas fotografias. De acordo com o prefácio do livro, a obra foi mantida para se preservar as vivências de Padre Américo e da sua terra natal.


O Pai dos Pobres

“ Foi um pioneiro, um sonhador…diz-se um recoveiro da fome e da miséria, pai dos pobres, por amor dos quais se fez mendigo, jornalista, escritor”. É assim que João Evangelista Loureiro descreve no livro “ Um grande educador português do século XX”, o perfil do Pai Américo.
Alguns pensamentos: “ O pobre é a minha glória. Por ele sou conhecido e naturalmente amado. Nasci com esta devoção.
“ Não há rapazes maus, mas é muito difícil torná-los bons, quando começamos tão tarde a conhecê-los. É no berço que se forma a criança, sobretudo crianças desta natureza.
Se não houvesse outros espinhos na nossa OBRA ( da Rua) este chegava para espinho.
É necessário que o mundo não pasme do que me dão …mas, sim, que se aflija com o que me falta. É só a fome e sede de justiça que eu tenho, que me leva a mostrar a minha chapa de mendigo, só isso.

Penafiel recebeu Universidades Juventude Popular

A cidade de Penafiel foi palco, no passado fim-de-semana, Universidades JP, evento organizado pela Juventude Popular, evento organizado pela segunda vez pela Juventude Popular de Penafiel. Durante três dias, algumas das figuras mais reputadas do CDS/PP e não só passaram pelo Pavilhão de Feiras, local onde decorreu o evento, e discursaram sobre temas da vida interna do partido e de outros assuntos de interesse nacional. A abertura deste Universidades JP, um dos eventos mas importantes dentro do CDS/PP a seguir ao congresso, contou com as presenças de Álvaro Castelo Branco, líder da distrital do CDS/PP do Porto, Telmo Correia, deputado na Assembleia da Republica e ex-lider da bancada do CDS/PP no parlamento e Pires de Lima. Destaque ainda para a presença de Paulo Rangel, do grupo parlamentar do PSD e Adolfo Mesquita Nunes, presidente do Conselho Nacional da JP e Pedro Mesquita, líder da JP nacional. Mas a presença mais notada e talvez a mais esperada foi a de José Pacheco Pereira, conhecido militante do PSD, uma das vozes mais críticas dentro do PSD, conhecedor profundo da vida política nacional, conhecido pela sua irreverência e forma de pensar. Referindo-se ao papel das organizações juvenis dentro dos partidos no sistema democrático nacional, Pacheco Pereira começou por defender a dissolução das juventudes partidárias dentro do sistema político português. Sem recusar a existência de problemas que são típicos e específicos da juventude, para este professor de Filosofia, licenciado pela Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, não faz qualquer sentido constituir organizações juvenis apenas com base no factor idade. “O que falta aos partidos políticos é terem organizações que se voltem para os problemas concretos dos cidadãos”, adiantou. Para Pacheco Pereira dentro das juventudes partidárias existem vários tipos de organização: a Juventude Comunista e o Bloco de esquerda, colocadas à esquerda do espectro nacional, sem qualquer peso político e autonomia dentro dos seus partidos, e as que se encontram agregadas aos grandes partidos nacionais, como a JS e a JSD, a maior estrutura juvenil a nível nacional. De acordo com Pacheco Pereira os grandes partidos distinguem-se dos demais pela possibilidade que têm de oferecer milhares de empregos, de garantirem empregabilidade e de funcionarem como estruturas de “trade of” em que os seus militantes são premiados com base não no mérito pessoal mas numa lógica de obediência ao aparelho político do qual fazem parte e que tentam preservar a todo o custo. “Este é um problema dos partidos em geral. Não há liberdade de dizer não. As pessoas dedicam-se integralmente a conservar os seus lugares” acusou. O professor de filosofia criticou ainda a mistificação não raras vezes inocente entre democracia e demagogia com propósito de atingir determinados objectivos utilizada por figuras públicas recorrendo aos mais variados meios e as técnica e suportes diferenciados. Para o eurodeputado uma grande parte dos discursos é feita pelas agências de comunicação e especialistas do marketing, sendo estes em tudo diferentes da finalidade que os próprios partidos políticos procuram atingir: que é o bem público.


Museu de Arte Sacra inicia ciclo de exposições temporárias

O Museu de Arte Sacra de Santa Casa da Misericórdia de Penafiel iniciou, no passado dia 13 de Outubro, pelas 17:30, um ciclo de exposições temporárias destinadas à mostra de trabalhos de artistas contemporâneos. O início destas iniciativas é marcado por uma exposição inaugural que dará a conhecer as obras de Belmiro Belém, pintor e escultor de Penafiel.
O ciclo tem início com a presente exposição de Belmiro Belém reconhecido pintor e escultor penafidelense que nos apresenta um conjunto diversificado de obras com diferentes temáticas e técnicas.
Durante a inauguração os presentes assistiram a um recital de poesia proferido pelo actor e encenador Fernando Soares e o actor Amílcar Mendes acompanhados ao som da violoncelista Fátima Neto. Esta exposição estará patente ao público até ao dia 13 de Novembro das 13:00 às 19:00 de segunda à sexta e aos sábados das 13:00 as 18:00. A entrada é gratuita e todos os visitantes poderão adquirir um variadíssimo leque de obras de arte do nosso tempo.

O Pintor:
Belmiro Belém de Sousa, nasceu em Pangim, Goa, India. Estudou Artes Visuais em Maputo Moçambique e exerce actualmente a actividade de Designer Gráfico

Exposições:
1978 – 85/ 90/ Câmara Municipal de Penafiel
1979 _ / 81 / 82- Sind. dos Trab. Do Com. de Penafiel
1984 _ 91/ Museu Municipal de Penafiel1986 _ V Bienal Internacional de Vila
Nova de Cerveira
1988 _ Assembleia Penafidelense
1989 _ 125º Aniversário Assembleia de Lousada
1989 _ /90 Festafidelis I Festival de Teatro de Penafiel
1990 – Semana Cultural - Escola do Pinheiro
1992 – Biblioteca Museu de Paredes
1993 - 94/95/96/97/98/99/2000/01/02 /03/04/05 - Encontr’Artes Paredes
1993 – Posto de Turismo de Penafiel

1996 – Universidade Portucalense - Penafiel
1997 – Arte e Artistas 97 - Associação Com.Ind.Penafiel
1999 – Galeria Filantrópica - Póvoa de Varzim
2000 – 03/ III Bienal de Artes Plásticas da Maia
2001 _ 02/ Exposição F.E.P.- Forum da Maia;
2001 _ 02/ 03/ 04 /05 “ Encontro com a Arte”- Vila de Moreira - Maia
2001 _ Biblioteca Municipal de Penafiel
2003 _ III Bienal de Artes Plásticas “ Prémio Thomaz de Mello “ Nazaré
2003 _ Galeria S. O. - Cascais
2003 _ Agruparte Galeria de Arte - Porto
2004 – Hospital Padre Américo Vale do Sousa
2004 – “Encontro com a Arte” Vila de Moreira – Maia
2005 – Fundação Jorge Antunes – Vizela
2006 - Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande
2006 – Encontr’Artes – Paredes
2006 – 20º Encontro com a Arte – Vila de Moreira – Maia
2006 – Galeriactos – Porto