quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aprovado programa de formação para PME da AEPF

A candidatura da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) ao MOVE PME (Modernizar, Optimizar, Valorizar, Empresas) do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) foi aprovada. O projecto, que tem por objectivo conduzir e apoiar as PME a alcançar padrões de desempenho mais competitivos, destina-se a micro, pequenas e médias empresas até 100 trabalhadores.
A candidatura da AEPF, que é entidade beneficiária de incentivo de organismo intermédio (Associação Industrial Portuguesa), vai abranger 78 empresas e seis áreas de intervenção: Gestão e Reengenharia de Processos para micro-empresas e Qualidade e Higiene e Segurança no Trabalho e Internacionalização para PME.
As empresas do Vale do Sousa que pretendam beneficiar deste projecto, e cumpram os requisitos mínimos, deverão contactar a AEPF e formalizar o seu interesse através de impresso próprio. A aceitação das empresas está sujeita à confirmação de ausência de dívidas à Segurança Social e ás Finanças, e respeitarem os critérios dos minimis, ou seja, não beneficiarem de um incentivo do Estado superior a 200 mil euros durante três anos.
O volume total da candidatura é superior a 770 mil euros e será aplicado ao longo de 2009 e 2010.
Para se atingirem os objectivos do programa, serão utilizadas metodologias activas e diversificadas de Formação-Acção, operacionalizadas com recurso a formação teórica, personalizada, workshops e seminários de sensibilização. Através do MOVE PME pretende-se o desenvolvimento de intervenções concertadas e integradas, que actuem, em simultâneo, sobre a melhoria dos processos de gestão das empresas e sobre o reforço das qualificações dos seus empresários, quadros e restantes trabalhadores, em estreita articulação com os Centros de Novas Oportunidades.

XIX Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e da Adolescência em Penafiel

O Penafiel Park Hotel foi palco, na última sexta-feira, do XIX Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, iniciativa organizada pela Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, em parceria com o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, através da sua Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Este encontro contou com a presença de vários especialistas da psiquiatria da Infância e da adolescência, direito, política, entre outros e contou com a presença da presidente da Associação portuguesa da Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Beatriz Pena, que esteve presente no encerramento deste seminário, a presença da Coordenadora do Plano Nacional de Acção para a Inclusão, Professora Doutora Fernanda Rodrigues, da Juíza de Direito e Docente do Centro de Estudos Judiciários, Helena Bolieiro e ainda da Pedopsiquiatra Teresa Goldschmidt. Este congresso ficou marcado pela discussão de temas tão diversos como o papel dos adultos na formação das crianças, ajudar as crianças com os seus problemas”. O pedopsiquiatra Pedro Strecht abordou aspectos de intervenção terapêutica em crianças com percursos de vida marcados por experiências traumáticas ou privações múltiplas, a primeira infância, das parentalidades e da importância do estabelecimento de vinculações seguras no desenvolvimento da criança.

Hospital Padre Américo conquista Acreditação Total

Depois de 3 anos de trabalho e forte dedicação a este projecto, a unidade Hospitalar Padre Américo do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, vai torna-se o primeiro Hospital Português a conquistar a acreditação total, de acordo com os padrões de avaliação de qualidade da Joint Commission International. Este processo de acreditação teve como objectivo orientar toda a gestão do Hospital para uma acção focada no Utente, não apenas nos seus cuidados, mas em todos os aspectos que envolvem a sua passagem pelo Hospital.
Acreditação é um processo em que uma entidade independente e normalmente não-governamental, avalia os serviços prestados pela Instituição de Saúde de forma a determinar se esta corresponde às exigências de um conjunto de normas destinadas a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde. Para obter a Acreditação é necessário um visível empenho por parte da Instituição para melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos Utentes. Com este processo ficam implementados e reconhecido um conjunto de procedimentos que tornam o Hospital mais organizado, mais eficiente mais seguro para o doente, nomeadamente quanto à diminuição do erro (os procedimentos estão protocolados, e a existir erro, o mesmo será mais fácil detectar e de saber em que fase do processo ocorreu); procedimentos de actuação claros (inclusive os planos de cuidados dos doentes, circuito dos fármacos, etc.); consentimento informado (Toda e qualquer intervenção que o doente possa vir a ser alvo, terá de ser por ele consentida (ou na impossibilidade, por um representante legal) e devidamente explicada pelo pessoal clínico. O utente passa a ser um interveniente directo no seu tratamento. A acreditação possibilita, ainda, a correcta Identificação dos Doentes, (utilização de mecanismos adequados como por exemplo, pulseiras de identificação personalizadas nos doentes, asseguram que são prestados os cuidados médicos certos ao doente certo. Este procedimento minimiza o risco de trocas com outros utentes e humaniza o serviço, onde os utentes são tratados e identificados pelo seu nome e não por números; reforça as políticas de controlo de infecção, pelos procedimentos obrigatórios de higiene a todos os níveis, permite a formação em Suporte Básico de Vida e Prevenção de Combate de Incêndios. Formações simples em conteúdo mas que dotam os profissionais de importantes mais valias na primeira linha de intervenção e melhora a informação, com distribuição de panfletos informativos relacionados directamente com os utentes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ambiente marcou Universidades da Juventude Popular

Pedro Passos Coelho e Álvaro Castello-Branco, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, participaram, no último domingo, na 11ª Edição das Universidades JP, iniciativa que decorreu no auditório do Parque de Feiras e Exposições de Penafiel. Esta iniciativa teve como mote a questão do desenvolvimento sustentável, um dos temas que tem marcado a agenda política dos últimos tempos e que contou também com a presença do orador Joaquim Poças, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, é responsável pela leccionação da Licenciatura em Engenharia Civil e pelos cursos de Mestrado em Construção de Edifícios, Estruturas de Engenharia Civil, Vias de Comunicação, Reabilitação do Património Edificado e em Transportes.
Referindo à questão da liberação do ambiente, nomeadamente da água, Joaquim Poças defendeu a sua manutenção na esfera pública como forma de responder às necessidades básicas das famílias. “É perigoso deixar que a água entre numa lógica de preços de mercado. A liberalização do sector do ambiente é o único sector em que o liberalismo dá asneira”, adiantou. Este defendeu a implementação da gestão de sistemas ambientais e industriais para fazer face às insuficiências dos sistemas de captação que existem nalguns pontos do país e defendeu uma maior intervenção das autarquias na gestão do ambiente. Segundo este, o ambiente será, no futuro, um factor cada vez mais determinante para a qualidade de vida dos cidadãos e dos políticos que na Europa, já ganham e perdem eleições por causa deste mesmo factor.
Agenda Local XXI
Álvaro Castello Branco mostrou-se algo céptico quanto aos avanços que o nosso país tem registado em matéria de desenvolvimento sustentado e ambiente. Segundo este a Agenda XXI, processo através do qual as autoridades locais trabalham em parceria com os vários sectores da comunidade na elaboração de um Plano de Acção para melhorar a sustentabilidade ao nível local, não está a ser implementada como devia. Dos 308 municípios apenas 27 aderiram a este documento. Neste domínio, o vice-presidente da Câmara do Porto acrescentou que existe um elevado número de funcionários não qualificados o que tem prejudicado a concertação de medidas e a implementação de estratégias tendo em vista aquilo que são os objectivos da Agenda XXI Local e a implementação de soluções equilibradas para a qualidade de vidas das populações e dos cidadãos.
Pedro Passos Coelho, na sua intervenção, sustentou que a competitividade e o desenvolvimento sustentável são duas variáveis fundamentais ao desenvolvimento de qualquer sociedade e para isso necessita que os recursos de que dispõe não sejam superiores à sua capacidade de os repor. “Cada vez mais os objectivos de ter um futuro sustentável para o ambiente e para o planeta têm de estar casado com as preocupações dos empresários, da economia, da sociedade civil e do Estado. Isso significa que se não conseguirmos ser mais competitivos que hoje somos, só podemos preservar o nosso planeta empobrecendo e regredindo e isso significa a pobreza e a miséria para muitos biliões de pessoas”.
Aos debates seguiu-se um programa complementar com a visita ao parque eólico da Serra da Boneca e a barragem do Torrão.

Colóquios, acções de rua e descerramento de uma obra plástica marcaram homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Penafiel foi palco, no último fim-de-semana da primeira edição do ESCRITARIA, iniciativa organizada pela Câmara de Penafiel, que este ano homenageou o escritor e artista plástico Urbano Tavares Rodrigues e que tem como objectivo homenagear um escritor português vivo e em plena actividade. Além de diversas acções de rua que tiveram lugar um pouco por toda a cidade, peças de teatro, improvisações, os penafidelenses puderam conhecer mais de perto a vida e obra do escritor quer através de excertos da sua obra quer através de frases emblemáticas que marcaram o seu pensamento literário. No Largo do Município, foram instalados vários painéis verticais sobre o passado do escritor. Numa das ruas da cidade foi estendida uma fita escrita que, à maneira de um corrimão, indicando os momentos chave da vida e obra do escritor. No Sameiro, em Penafiel, foram colocados pequenos tópicos e encimado por um conjunto de retratos (em grande formato) de Urbano Tavares Rodrigues criados pelo designer Rui Martins. Outras das iniciativas deste Escritaria passou por colocar vários “POST-IT’S” nas paredes da cidade com excertos da escrita de Urbano Tavares Rodrigues e uma nota convidando os munícipes a recolhê-los.
No domingo, dia 12, no Túnel do Museu Municipal de Penafiel, decorreu o descerramento da obra plástica de Armanda Passos, artista plástica, conhecida do autor, e que contou com a presença de vários escritores e do presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Santos.


Colóquios
Esta homenagem ficou, ainda, marcada, pela realização de vários colóquios que contaram com a presença de vários escritores e especialistas conhecedores da obra do autor e da neta Inês Tavares Rodrigues. Entre os oradores destaque para as presenças de Cristina de Almeida Ribeiro (professora universitária), Domingos Lobo (escritor e programador cultural), Eugénia Leal (professora universitária), Fernando Pinto do Amaral (escritor e crítico literário), Inês Tavares Rodrigues (neta do escritor, escritora e jornalista), João Mário Mascarenhas (director do Museu República e Resistência), José Casanova (escritor e director do jornal Avante), José Manuel Mendes (presidente da Associação Portuguesa de Escritores, escritor e professor universitário), Kelly Basílio (professora universitária), Mário Cláudio (escritor), Mário de Carvalho (escritor), Nuno Júdice (escritor, crítico literário e professor universitário), Rui Herbon (escritor), Teolinda Gersão (escritora) e Vitorino (cantor), entre outras personalidades.
O presidente da Associação Portuguesa de Escritores, recordou que Urbano foi um autor que permaneceu sempre fiel aos seus paradigmas, um experimentalista, com um gosto indefectível pela liberdade e pelas novas ideias e um fervoroso apoiante dos jovens escritores ainda em inicio de carreira. Segundo José Manuel Mendes o escritor foi sempre um irredutível defensor da liberdade sendo dos autores mais lidos na Coimbra da década de 60/70. Cristina Almeida Ribeiro lembrou o impacto que Urbano teve nas sucessivas gerações de escritores que aprenderam a conhecê-lo, a respeitá-lo e a admirá-lo. Sobre a vida e obra do autor, recordou que este foi sempre uma pessoa atenta aos problemas do seu tempo, cuja escrita foi sofrendo mutações, antes de depois do 25 de Abril. Sobre a sua bibliografia, a professora Universitária recordou que o escritor teve sempre um percurso coerente do ponto de vista ideológico e estético, com uma abertura à novidade e ao experimentalismo.
Rui Herbon, uma das jovens promessas da literatura nacional, na sua intervenção recordou a importância e o papel que a obra do escritor teve no pensamento literário português, um dos nomes maiores da literatura nacional, a forma como privou e conheceu a obra de Urbano. Para Fernando Pinto do Amaral, que contactou pela primeira vez com a obra de Urbano e David Marão Ferreira, dois dos maiores vultos da literatura nacional, o escritor e artista plástico era uma pessoa para quem as suas palavras vogavam ao sabor da sua cultura, um apaixonado por nomes maiores da literatura internacional, como Marguerite Duras e da literatura nacional, Raul Brandão. Fernando Pinto do Amaral recordou, ainda, o papel central que as mulheres sempre desempenharam na sua obra. É através das mulheres que os homens ganham a consciência de determinadas coisas.

Colóquios, acções de rua e descerramento de uma obra plástica marcaram homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Penafiel foi palco, no último fim-de-semana da primeira edição do ESCRITARIA, iniciativa organizada pela Câmara de Penafiel, que este ano homenageou o escritor e artista plástico Urbano Tavares Rodrigues e que tem como objectivo homenagear um escritor português vivo e em plena actividade. Além de diversas acções de rua que tiveram lugar um pouco por toda a cidade, peças de teatro, improvisações, os penafidelenses puderam conhecer mais de perto a vida e obra do escritor quer através de excertos da sua obra quer através de frases emblemáticas que marcaram o seu pensamento literário. No Largo do Município, foram instalados vários painéis verticais sobre o passado do escritor. Numa das ruas da cidade foi estendida uma fita escrita que, à maneira de um corrimão, indicando os momentos chave da vida e obra do escritor. No Sameiro, em Penafiel, foram colocados pequenos tópicos e encimado por um conjunto de retratos (em grande formato) de Urbano Tavares Rodrigues criados pelo designer Rui Martins. Outras das iniciativas deste Escritaria passou por colocar vários “POST-IT’S” nas paredes da cidade com excertos da escrita de Urbano Tavares Rodrigues e uma nota convidando os munícipes a recolhê-los.
No domingo, dia 12, no Túnel do Museu Municipal de Penafiel, decorreu o descerramento da obra plástica de Armanda Passos, artista plástica, conhecida do autor, e que contou com a presença de vários escritores e do presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Santos.
Colóquios
Esta homenagem ficou, ainda, marcada, pela realização de vários colóquios que contaram com a presença de vários escritores e especialistas conhecedores da obra do autor e da neta Inês Tavares Rodrigues. Entre os oradores destaque para as presenças de Cristina de Almeida Ribeiro (professora universitária), Domingos Lobo (escritor e programador cultural), Eugénia Leal (professora universitária), Fernando Pinto do Amaral (escritor e crítico literário), Inês Tavares Rodrigues (neta do escritor, escritora e jornalista), João Mário Mascarenhas (director do Museu República e Resistência), José Casanova (escritor e director do jornal Avante), José Manuel Mendes (presidente da Associação Portuguesa de Escritores, escritor e professor universitário), Kelly Basílio (professora universitária), Mário Cláudio (escritor), Mário de Carvalho (escritor), Nuno Júdice (escritor, crítico literário e professor universitário), Rui Herbon (escritor), Teolinda Gersão (escritora) e Vitorino (cantor), entre outras personalidades.
O presidente da Associação Portuguesa de Escritores, recordou que Urbano foi um autor que permaneceu sempre fiel aos seus paradigmas, um experimentalista, com um gosto indefectível pela liberdade e pelas novas ideias e um fervoroso apoiante dos jovens escritores ainda em inicio de carreira. Segundo José Manuel Mendes o escritor foi sempre um irredutível defensor da liberdade sendo dos autores mais lidos na Coimbra da década de 60/70. Cristina Almeida Ribeiro lembrou o impacto que Urbano teve nas sucessivas gerações de escritores que aprenderam a conhecê-lo, a respeitá-lo e a admirá-lo. Sobre a vida e obra do autor, recordou que este foi sempre uma pessoa atenta aos problemas do seu tempo, cuja escrita foi sofrendo mutações, antes de depois do 25 de Abril. Sobre a sua bibliografia, a professora Universitária recordou que o escritor teve sempre um percurso coerente do ponto de vista ideológico e estético, com uma abertura à novidade e ao experimentalismo.
Rui Herbon, uma das jovens promessas da literatura nacional, na sua intervenção recordou a importância e o papel que a obra do escritor teve no pensamento literário português, um dos nomes maiores da literatura nacional, a forma como privou e conheceu a obra de Urbano. Para Fernando Pinto do Amaral, que contactou pela primeira vez com a obra de Urbano e David Marão Ferreira, dois dos maiores vultos da literatura nacional, o escritor e artista plástico era uma pessoa para quem as suas palavras vogavam ao sabor da sua cultura, um apaixonado por nomes maiores da literatura internacional, como Marguerite Duras e da literatura nacional, Raul Brandão. Fernando Pinto do Amaral recordou, ainda, o papel central que as mulheres sempre desempenharam na sua obra. É através das mulheres que os homens ganham a consciência de determinadas coisas.


Escola Secundária Joaquim Araújo tem novo piso sintético


Escola Secundária Joaquim Araújo, em Penafiel, dispõe desde a última semana, de um novo piso sintético. Este equipamento dispõe de uma área 40m de comprimento por 20 de largura, tendo sido construído por um ex-aluno que frequentou este estabelecimento e que, entretanto, criou uma empresa chamada PIMCET Engenharia. Segundo o presidente do Conselho Executivo da Escola, Alberto Simões, este equipamento foi construído com o que de mais sofisticado existe no campo da aplicação de pisos sintéticos, sendo o único, com estas características, que existe na Região do Vale do Sousa. O investimento total foi de 80 mil euros e o recinto encontra-se disponível para ser usado por toda a comunidade.